Queria ser como tu
Foi de tal forma bom, carinhoso, alegre, sereno e altruista que é (quase) impossível haver quem não se comova neste momento.
Que esteja como viveu. Feliz e em paz.
Neste blogue falarei do que me der na real gana, como e quando me apetecer. Aqui, eu quero, posso e mando!
A verdade é que ainda não sei o que hei-de fazer destas eleições.
Por um lado (o de dentro), o Santana Lopes descredibiliza tudo e qualquer coisa que algum governo do PSD por ele encabeçado tenha feito, faça ou possa vir a fazer. Mesmo que seja tomada uma boa medida, ele há-de arranjar forma de meter os pés pelas mãos, embrulhar tudo e deixar-nos a pensar que voltou a fazer asneira. O afã de nomeações durante o pouco tempo de governo também não ajuda nada, bem pelo contrário.
Por outro lado (o de fora), o Sócrates insiste em fazer floreados de modo a dar a entender que diz alguma coisa quando abre a boca. Mas a verdade é que raramente diz seja o que for. E quando se descai e, sem querer, deixa escapar alguma coisa pela boca fora, ficamos todos (nós e ele) a desejar que se tivesse deixado estar calado.
Alternativas a isto não existem. Temos mais alguns partidos mais ou menos representativos, mas que falam com o à vontade de quem nunca terá que prestar contas pelas coisas que diz, ao contrário do PS e do PSD que não se podem dar a esse luxo, como se viu pelo encarniçamento do Sócrates contra, por exemplo, o fim dos benefícios fiscais. Depois foi o que se viu.
O PP vive de uma aura de competência, ou pelo menos falta de incompetência, durante o tempo em que integrou o governo. Digo isto porque, quando comparado com as trapalhadas que o PSD gerou, eles saíram bem na fotografia. Falta saber se foi por competência deles ou incompetência dos outros.
CDU e BE? Credo, cruzes, canhoto! Antes a morte que tal sorte!!!!!
Posto isto, pondero votar pela primeira vez no PP. Ou votar em branco, como já me aconteceu antes...
PS - O PS e o PSD parecem-me, neste momento, com um daqueles casacos que se viram do avesso e se pode continuar a usá-los. Dá a impressão de ser outro casaco, mas na verdade é o mesmo.
Lembro-de de ter lido, aqui há uns tempos, um texto qualquer sobre o Mayor de Nova Iorque (na altura Giuliani) e de como ele conseguiu uma grande vitória sobre o crime violento.
A explicação era, se bem lembro, um falta de tolerância em relação ao crime pequeno (estacionamentos, pequenas trangressões e coisas do género). Num clima de intransigência perante qualquer tipo de crime, parece que os nova iorquinos se habituaram a comportar-se mais civilizadamente e mais dificilmente passariam para actos mais graves e violentos.
Não sei se esta teoria está correcta, mas à partida parece-me que faz muito sentido.
Uma vez que estamos na época delas, gostaria muito que alguém fizesse essa promessa. A de combater intransigentemente todo o tipo de crime, colocando particular empenho nas pequenas transgressões. Estacionou em 2ª fila para ir comprar tabaco? Não tem desculpa, é multado. Passou o semáforo no vermelho, mesmo mesmo depois do amarelo? Multado sem apelo nem agravo. Fez abatimentos ao irs que não deveria ter feito? Baixa o pau nele! Ficou mais um dia de baixa do que aquele que deveria ter ficado? Punição. Meteu um atestado médico "comprado" para ter uma melhor colocação? Porrada nele e no médiso. Etc e tal e por aí fora...
Esta é a promessa que eu gostaria de ver ser feita. Esta é a promessa que eu gostaria que fosse cumprida.
Parece-me que só assim, num clima de exigência em todos os actos da nossa vida, é que poderemos ultrapassar o nacional-porreirismo que teima em fazer de nós o terceiro-mundo da Europa.