2004-12-31

Talentos que invejo seriamente

Este, este, este, este, este, este e este.

Todos estes, acima de tudo porque me estou a limitar à blogosfera que costumo frequentar. Mas há muitos mais, ó se há... No fundo, sou um poço de inveja.
Mas enquanto os invejo, vou-me deliciando com aquilo que eles escrevem.

Santana descodificado

Reparo agora que os meus últimos posts foram sobre política.

Tá mal!
Se eu não percebo de política, porque me meto por esses caminhos? Deve ser a atracção pelo abismo...

Ora bem, mesmo não percebendo da coisa, eu acho que de certeza que descobri o que o Santana anda a fazer.
O homem quer lá ser Primeiro Ministro! Era o que havia de faltar... Dá muito trabalho, pouco lucro, e impede um gajo de gozar a vida como ela deve ser gozada - entre noitadas nos lugares da moda, e entre tias glamourosas.

O que ele quer é a aura, não o posto.
Quer a fama, não o proveito (que não existe, como já postulei).
Quer poder dizer "Eu lutei, contra tudo e contra todos. Dei tudo o que tinha para dar, mas fui incompreendido pelas portuguesas e pelos portugueses."


O homem sabe que vai perder, mas isso não o amedronta. Pelo contrário, é isso que ele deseja!
Ele quer é sair desta história de cabeça erguida, com a sua imagem de lutador e injustiçado intocada, ou mesmo reforçada.

2004-12-03

Quem percebe este PR?

O nosso PR resolveu fazer a festa: atirou os foguetes e foi a correr apanhar as canas! Só a malta é que ficou meio aparvalhada sem saber muito bem o que se passa...

Para começar, foi o caso Marcelo. O PR recebe-o e institucionaliza um assunto perfeitamente pueril, do âmbito meramente interno de uma estação de televisão.

Depois disso, lembra-se de impedir a criação de uma central de informação, essa coisa que pelos vistos existe noutros países sem problemas de maior, com a justificação de que não há dinheiro para isso! Aparentemente, há dinheiro para tudo, até para continuar a arcar com as SCUTS e dar aumentos à Função Pública, mas para isso não.

Como as coisas não estavam de seu agrado, força o Governo a remodelar. Uma questão de sensibilidade estética, suponho.

Finalmente, e já depois de o Governo lhe satisfazer a vontade, solta a bomba e resolve prometer dissolver a Assembleia da República (sem dar cavaco a ninguém e sem sequer informar o Presidente da mesma).

Ah, entretanto quer que o Orçamento de Estado seja aprovado e é aparentemente por isso que ainda não dissolveu a Assembleia.



Eu estou como o proverbial burro: a olhar para o palácio (de Belém).

Alguém me explica esta trapalhada?