2005-01-08

O Palhaço do Ano

Não gosto de dar este tipo de distinções, até porque dependem apenas do alcance da memória no momento em que se faz a escolha.

No entanto, e apesar da forte concorrência de tanta gente (recordo apenas Luis Filipe Vieira a irromper pelos estúdios da SIC, Santana Lopes a meter os pés pelas mão 3 vezes por minuto, o grito pungente "é o sistema!" de Dias da Cunha, Luis Filipe Menezes de cada vez que abre a boca), para mim só existe uma escolha possível para Palhaço do Ano:


Jorge Sampaio - por vetar uma lei devido a motivos puramente políticos (central de comunicação); por dissolver uma assembleia com uma maioria estável devido a "motivos que toda a gente conhece e portanto não vou estar a enumerar"; e por, finalmente, vir dizer que se deve alterar o sistema eleitoral para facilitar a formação de maiorias absolutas (logo depois de ter acabado com uma).

Digamos que estes não são os momentos mais apalhaçados do ano. Mas dos outros protagonistas não se espera tanta responsabilidade como se espera de um Presidente da República.